
Viver Existencial
Espaço destinado ao diálogo com todos que se interessem pela Psicologia Fenomenológico-Existencial e suas interfaces com tudo o que diz respeito ao humano – Filosofia, Arte, Literatura e muito mais!!! Sejam todos bem-vindos!!!!
"Viver ultrapassa qualquer forma de entendimento"
Clarice Lispector
quarta-feira, 16 de março de 2016
terça-feira, 21 de agosto de 2012
Novos grupos de estudo em Fenomenologia Existencial no Espaço Cuidar!!!Início: 12/09/2012 (quarta-feira) e 14/09/2012 (sexta-feira)
Encontros semanais com duas horas de duração
Máximo de seis participantes em cada grupo
Valor: R$ 50,00 por encontro
Local: ESPAÇO CUIDAR - unidade Santana/Mandaqui (zona norte - São Paulo)
Coordenação: Anna Paula Rodrigues Mariano
Inscrições pelo telefone: 2365-7267 ou espacocuidar@gmail.com
Visitem o site para conhecer um pouco mais sobre o nosso trabalho:
www.espacocuidar.com.br
Quem puder, ajude a divulgar compartilhando.
Obrigada!
terça-feira, 17 de julho de 2012
CURSO DE FENOMENOLOGIA EXISTENCIAL
"Psicoterapia Fenomenológico-Existencial – dos fundamentos à prática”
OBJETIVO DO CURSO:
Proporcionar conhecimentos teóricos e filosóficos a partir dos pressupostos do existencialismo e do método fenomenológico, tendo como foco a prática clínica.
METODOLOGIA:
Aulas expositivas, discussão de textos e trechos de filmes, vivências e dinâmicas em grupo.
PROGRAMA:
A Fenomenologia
1. Contexto histórico – da metafísica ao pensar fenomenológico
2. Husserl – o pai da Fenomenologia
3. Noções Centrais da Fenomenologia:
• O que significa fenomenologia?
• Lema da fenomenologia: “voltar às coisas mesmas”
• Intencionalidade
• Compreensão
• Método
• Os dois modos de apreensão: “o que” e o “como”
• Relatividade do conhecimento
O Existencialismo
1. Introdução
2. Contexto histórico
3. Pensamento existencial - fundamentos filosóficos
4. Precursores do Existencialismo
• Soren Aabye Kierkegaard (1813-1855)
• Friedrich Nietzsche (1844 - 1900)
5. Temas existenciais
• Existência & Essência
• Liberdade
• Responsabilidade
• Solidão
• Morte
• Sentido da vida
• Autenticidade & Inautenticidade
• Angústia
• Culpa
• Cuidado
6. As correntes existencialistas
• Jean-Paul Sartre (1905-1980)
• Martin Heidegger (1889-1976)
• Maurice Merleau-Ponty
7. O pensamento Fenomenológico-Existencial na Psiquiatria
• Karl Jaspers (1833 - 1969) e a Fenomenologia Descritiva
• Eugene Minkowski (1885 - 1972) e Victor-Emil von Gebsattel (1883 - 1976) – Fenomenologia Genético-Estrutural
• Ludwig Binswanger (1881 - 1966) – Fenomenologia Categorial
• Medard Boss (1903 - 1990)
• Rollo May (1909 - 1994) e a Psicanálise Existencial
• Viktor Emanuel Frankl (1905 - 1997) e a Logoterapia
• J. H. Van Den Berg (1914)
A Prática Clínica
1. Sobre a Psicologia e a Psicoterapia
2. Psicoterapia Fenomenológico-Existencial – caminho de possibilidades, caminho de descobertas
3. Descrevendo o processo psicoterapêutico
4. O início
5. O contrato de trabalho entre paciente – terapeuta
6. O processo propriamente dito
7. Alguns recursos psicoterapêuticos: O trabalho com os sonhos; O uso do divã; A Associação livre
8. O processo de alta: sobre o encerramento do trabalho ou sobre o desfecho
9. Estudo de casos
PÚBLICO-ALVO:
Psicólogos, estudantes de Psicologia e estudantes/profissionais de áreas afins.
CERTIFICADOS:
Receberão os certificados de conclusão os alunos que tiverem, no mínimo, 75% de frenquência no decorrer do curso.
DATA e HORÁRIO:
Aulas semanais
Terça-feira, das 15h00 às 17h00 ou das 19h30 às 21h30
Sexta-feira, das 15h00 às 17h00
O curso terá duração de 18 semanas, totalizando carga horária de 36 horas.
Para as turmas de terça-feira, início das aulas em 21de agosto de 2012.
Para a turma de sexta-feira, início das aulas em 24 de agosto de 2012.
INVESTIMENTO:
5 parcelas de R$ 320,00 (5 cheques pré-datados)
ou, 6 parcelas de R$ 267,00 (6 cheques pré-datados)
ou, R$ 1.400,00 à vista
LOCAL:
Espaço Cuidar – Clínica Psicológica e Centro de Estudos
Rua Paulo Francisco Pascale, 109 – Residencial Santa Terezinha – Mandaqui
RESPONSÁVEL PELO CURSO:
Anna Paula Rodrigues Mariano – CRP: 06/61.948
Psicóloga Clínica, com formação em Psicoterapia Fenomenológico-Existencial pelo Centro de Psicoterapia Existencial e especialização em Psicologia Hospitalar (InCor-FMUSP e HSPM). Atuação na área clínica há doze anos. Idealizadora e responsável pelos cursos à distância oferecidos pelo Espaço Cuidar.
MAIS INFORMAÇÕES:
Telefone: 11- 2365-7267
e-mail: paula@espacocuidar.com.br
OBJETIVO DO CURSO:
Proporcionar conhecimentos teóricos e filosóficos a partir dos pressupostos do existencialismo e do método fenomenológico, tendo como foco a prática clínica.
METODOLOGIA:
Aulas expositivas, discussão de textos e trechos de filmes, vivências e dinâmicas em grupo.
PROGRAMA:
A Fenomenologia
1. Contexto histórico – da metafísica ao pensar fenomenológico
2. Husserl – o pai da Fenomenologia
3. Noções Centrais da Fenomenologia:
• O que significa fenomenologia?
• Lema da fenomenologia: “voltar às coisas mesmas”
• Intencionalidade
• Compreensão
• Método
• Os dois modos de apreensão: “o que” e o “como”
• Relatividade do conhecimento
O Existencialismo
1. Introdução
2. Contexto histórico
3. Pensamento existencial - fundamentos filosóficos
4. Precursores do Existencialismo
• Soren Aabye Kierkegaard (1813-1855)
• Friedrich Nietzsche (1844 - 1900)
5. Temas existenciais
• Existência & Essência
• Liberdade
• Responsabilidade
• Solidão
• Morte
• Sentido da vida
• Autenticidade & Inautenticidade
• Angústia
• Culpa
• Cuidado
6. As correntes existencialistas
• Jean-Paul Sartre (1905-1980)
• Martin Heidegger (1889-1976)
• Maurice Merleau-Ponty
7. O pensamento Fenomenológico-Existencial na Psiquiatria
• Karl Jaspers (1833 - 1969) e a Fenomenologia Descritiva
• Eugene Minkowski (1885 - 1972) e Victor-Emil von Gebsattel (1883 - 1976) – Fenomenologia Genético-Estrutural
• Ludwig Binswanger (1881 - 1966) – Fenomenologia Categorial
• Medard Boss (1903 - 1990)
• Rollo May (1909 - 1994) e a Psicanálise Existencial
• Viktor Emanuel Frankl (1905 - 1997) e a Logoterapia
• J. H. Van Den Berg (1914)
A Prática Clínica
1. Sobre a Psicologia e a Psicoterapia
2. Psicoterapia Fenomenológico-Existencial – caminho de possibilidades, caminho de descobertas
3. Descrevendo o processo psicoterapêutico
4. O início
5. O contrato de trabalho entre paciente – terapeuta
6. O processo propriamente dito
7. Alguns recursos psicoterapêuticos: O trabalho com os sonhos; O uso do divã; A Associação livre
8. O processo de alta: sobre o encerramento do trabalho ou sobre o desfecho
9. Estudo de casos
PÚBLICO-ALVO:
Psicólogos, estudantes de Psicologia e estudantes/profissionais de áreas afins.
CERTIFICADOS:
Receberão os certificados de conclusão os alunos que tiverem, no mínimo, 75% de frenquência no decorrer do curso.
DATA e HORÁRIO:
Aulas semanais
Terça-feira, das 15h00 às 17h00 ou das 19h30 às 21h30
Sexta-feira, das 15h00 às 17h00
O curso terá duração de 18 semanas, totalizando carga horária de 36 horas.
Para as turmas de terça-feira, início das aulas em 21de agosto de 2012.
Para a turma de sexta-feira, início das aulas em 24 de agosto de 2012.
INVESTIMENTO:
5 parcelas de R$ 320,00 (5 cheques pré-datados)
ou, 6 parcelas de R$ 267,00 (6 cheques pré-datados)
ou, R$ 1.400,00 à vista
LOCAL:
Espaço Cuidar – Clínica Psicológica e Centro de Estudos
Rua Paulo Francisco Pascale, 109 – Residencial Santa Terezinha – Mandaqui
RESPONSÁVEL PELO CURSO:
Anna Paula Rodrigues Mariano – CRP: 06/61.948
Psicóloga Clínica, com formação em Psicoterapia Fenomenológico-Existencial pelo Centro de Psicoterapia Existencial e especialização em Psicologia Hospitalar (InCor-FMUSP e HSPM). Atuação na área clínica há doze anos. Idealizadora e responsável pelos cursos à distância oferecidos pelo Espaço Cuidar.
MAIS INFORMAÇÕES:
Telefone: 11- 2365-7267
e-mail: paula@espacocuidar.com.br
sexta-feira, 15 de junho de 2012
Refletindo sobre a relação entre Pais e Filhos
Um dos temas mais discutidos na literatura das ciências humanas é a relação entre pais e filhos e tudo o que envolve o assunto – limites, a importância do diálogo, educação, entre outros. Por isso, ao logo do tempo foram surgindo vários conceitos e ideias, que acabaram se transformando em verdadeiros manuais de ‘Como educar seu filho’. Não há nada mais complexo do que as relações humanas e julgo uma temeridade reduzir toda essa riqueza a regras fixas a serem aplicadas para que o sucesso possa acontecer!
A maioria desse material tem o foco, basicamente, no comportamento da criança – a criança que é mimada, a birrenta, a distraída, a hiperativa, a que não tem limites, e por aí vai… Mas sabemos o perigo de lidar com essas questões de forma tão massificada – passa-se por cima da criança que você tem em casa para falar da criança da teoria, da pesquisa, do conceito.
Não existem fórmulas prontas para serem aplicadas, que garantam o desenvolvimento emocionalmente equilibrado das crianças, para que se tornem adultos felizes e produtivos. Mas não é por isso que não podemos pensar em alguns caminhos possíveis para refletirmos a questão, tomando todo o cuidado para ao cairmos na armadilha de criar mais um manual de instruções.
Nesse momento, convido vocês a uma reflexão sobre o tema, destacando um ponto importantíssimo – vamos pensar nos pais, abrindo um novo horizonte de compreensão. Vamos partir desse ponto e deixar as ideias abertas, para que cada um que leia esse texto possa completa-lo de acordo com sua própria vivência.
Em primeiro lugar, quero pontuar a importância dos pais responsabilizarem-se por um ambiente familiar emocionalmente equilibrado, afinal, eles são os adultos da relação, e o exemplo sempre partirá deles! Mas para isso, eles precisam estar em boas condições físicas e emocionais. Antes de tudo, antes de serem pais, eles são pessoas e precisam levar em consideração suas demandas e necessidades. A função mais sublime de um pai e de uma mãe é ser cuidador. Mas todo cuidador precisa, também, de cuidados! Eu diria, especificamente, autocuidado. Imaginem que exemplo maravilhoso para seu filho ver que você busca seus sonhos, cuida da saúde física e emocional, consegue estabelecer uma rotina e limites de forma que a organização seja um ponto forte no seu modo de ser! E quem já não ouviu que o melhor ensinamento é a própria ação efetivada? Não adianta um sermão lindo para seus filhos sobre como eles devem enfrentar a vida, se ao mesmo tempo a criança percebe que você se desorganiza em seus compromissos, não cuida de sua saúde, não cultiva seus relacionamentos, vai para o trabalho desmotivado e chega estressado, dizendo que odeia o que faz… Isso é pura incoerência, e a criança e o adolescente vão perceber isso. Portanto, gostaria que vocês refletissem nesse momento sobre como estão conduzido suas vidas, de que modo estão cuidado de seu ser-no-mundo, o que precisa ser ressignificado, que exemplo estão passando para seus filhos?
O que estamos dizendo é a importância de se cuidar da existência, e nesse sentido, cuidado é um ato de amor. E pensado dessa forma, chego a outro ponto fundamental nas relações humanas, especificamente na relação entre pais e filhos, que é o osso tema central: como esse amor é expresso na relação? Como você demonstra seu afeto por seu filho?
Não se trata de arrumá-lo bem para que vá à escola, preparar sua comida, cuidar de sua higiene, acompanhar suas tarefas escolares, lavá-lo ao médico… Já ouvi muitas mães se vangloriarem de serem mães exemplares por realizarem esse tipo de cuidado, que eu costumo chamar de ‘cuidado prático’. Ok, ele é importante, mas não é o essencial na demonstração de amor e afeto. Como resposta a essas mães, também já ouvi filhos dizerem ‘ela cuida de tudo isso, mas não consegue me dar um beijo, não quer ouvir minhas histórias, não tem paciência para jogar uma partida do meu jogo preferido’. Então, é sobre isso que estou falado, sobre o estar junto com o seu filho, brincar com ele, participar de seu mudo, mostrar que tem interesse pelas suas coisas, não só nas que compõem o lado prático do dia-a-dia, mas principalmente naquelas coisinhas que toda criança gosta de compartilhar com os pais! Isso sim é mais essencial na relação, é o olhar que autentica a relação de amor que envolve todo o desenvolvimento da criança, é o olhar interessado, é o olhar que acompanha, escuta, acolhe e ofereça segurança. Porto-seguro.
E depois os filhos crescem, outros interesses vão surgindo, começam a reivindicar espaço, privacidade. Há até um certo afastamento natural – e saudável – em relação aos pais. E chega a tão temida adolescência! Mas ela não é motivo para os pais se desesperarem e chamarem seus filhos de ‘aborrecentes’… Se os pais conseguiram, até esse momento, manter o envolvimento afetivo com seu filho, mostraram-se presentes, responsáveis, agora é hora de novos acordos.
Continuem envolvidos na vida de seu filho, mas agora lembrem-se: ele não é mais uma criança indefesa e dependente. Ele precisará de espaço para crescer e precisará perceber que vocês confiam nele, assim poderá desenvolver-se com segurança. Dar espaço para que seus filhos conversem com vocês sobre seus interesses, seus amigos, como anda sua vida, é uma ótima maneira de exercitar o afeto na relação. Mas precisamos ressaltar que os pais de uma criança agem bem diferente dos pais de um adolescente. As demandas são outras, as questões e os limites também devem ser. Por isso, não é só a criança que passa pelas fases do desenvolvimento; os pais também precisam perceber essas mudanças em seu modo de ser pai. Não dá para falar om um adolescente de 16 anos da mesma forma como se fala com uma criança de 5 anos. Essa é uma dica valiosa, prestem atenção a isso e reflitam! Encontre a sua forma de falar com seu filho, em cada uma de suas fases.
As mudanças sempre acompanham o processo de educação de um filho, mas algumas coisas não mudam, como por exemplo: não importa a idade de seu filho, é sempre muito bom ter demonstrações de afeto e carinho com ele! E outra questão que é invariável é o estabelecimento de limites desde cedo e, sobretudo, de forma coerente. Os limitem auxiliam a criança a conseguir administrar o próprio comportamento, a se organizar, a sentir-se segura e protegida em uma rotina familiar que será sua plataforma para a vida futura.
Conversar sobre os limites e ouvir o que seu filho tem a dizer também é uma ótima maneira de dar espaço para que ele se coloque, para que ele se reconheça como alguém que tem opiniões, desejos, alguém que tem querer! Penso o quanto isso é significativo para a criança ou adolescente que está se descobrindo, que está começando a conquistar o mundo.
E nesse processo, aos poucos, a independência vai aparecendo. Aquela criancinha agora é um moço que tem sede de conquistar o mundo. E por mais que os pais o vejam sempre como o seu filhinho, a realidade deve ser encarada de frente.
Acabo de lembrar um lindo poema escrito por Gibran Khalil Gibran, poeta de origem libanesa que aborda exatamente essa questão e compartilho aqui com vocês:
“Vossos filhos não são vossos filhos.
São os filhos e as filhas da ânsia da vida por si mesma.
Vêm através de vós, mas não de vós.
E embora vivam convosco, não vos pertencem.
Podeis outorgar-lhes vosso amor, mas não vossos pensamentos,
Porque eles têm seus próprios pensamentos.
Podeis abrigar seus corpos, mas não suas almas;
Pois suas almas moram na mansão do amanhã,
Que vós não podeis visitar nem mesmo em sonho.
Podeis esforçar-vos por ser como eles, mas não procureis fazê-los como vós,
Porque a vida não anda para trás e não se demora com os dias passados.
Vós sois os arcos dos quais vossos filhos são arremessados como flechas vivas.
O arqueiro mira o alvo na senda do infinito e vos estica com toda a sua força
Para que suas flechas se projetem, rápidas e para longe.
Que vosso encurvamento na mão do arqueiro seja vossa alegria:
Pois assim como ele ama a flecha que voa,
Ama também o arco que permanece estável.”
Gibran Khalil Gibran
Os pais que compreendem esse poema saberão que não é preciso grandes manuais ou um ‘beabá’ sobre como educar seu filho. Saberão que a presença amorosa em cada momento, o respeito ao ser humano que está ali sob seus cuidados, a coerência entre o que se diz e o que se faz, a delicadeza no olhar, a prontidão para colocar limites, que tudo isso se constituirá na base firme na qual seu filho se desenvolverá. E arrisco a compilar todas essas atitudes em uma só: no amor que é demonstrado no dia-a-dia, de forma muito natural, na vivência da relação entre pais e filhos.
Para ler mais sobre o tema, acesse o site do Espaço Cuidar: www.espacocuidar.com.br
Para ler mais sobre o tema, acesse o site do Espaço Cuidar: www.espacocuidar.com.br
terça-feira, 5 de junho de 2012
Heidegger e a Espacialidade
Começarei a escrever uma série de
textos que abordam ideias contidas em Ser e Tempo, livro de Heidegger no qual
ele expõe sua ontologia. Começarei pelo parágrafo 24, do capítulo três, que tem
como título: “A espacialidade da presença e o espaço”. É importante dizer que a
proposta não é seguir o livro em sua ordem de apresentação, mas destacar alguns
temas e aproximá-los de uma compreensão mais acessível.
Nesse parágrafo, Heidegger nos
mostra como ele concebe o espaço de forma originária, contrapondo-se ao espaço
que o modo de pensar ocidental nos incute dentro da tradição. Isso ficará mais
claro ao longo do texto.
sexta-feira, 1 de junho de 2012
Exposição de Alberto GIACOMETTI na Pinacoteca do Estado de São Paulo
Figura inclassificável, ele se empenha em criar uma obra que procura responder a várias questões fundamentais sobre a prática artística, sempre atuais: o significado e os meios de representação, a relação da obra de arte com o espaço, o papel da arte e do artista.
Além disso, Giacometti aborda questões filosóficas essenciais como a relação entre o sujeito e aquilo que o rodeia, a inscrição do indivíduo no tempo e o papel da memória.
Rejeitando fórmulas prontas, que atrapalham a nossa percepção, Giacometti procurou traduzir, da forma mais exata possível, o que via. Ao convidar o observador a compartilhar de sua visão, encoraja-nos a abrir os olhos.
Esta exposição foi concebida a partir das coleções da Fondation Alberto et Annette Giacometti, criada em 2003, em Paria, pela iniciativa da viúva do artista, a partir das coleções do casal. A mostra traça todas as etapas da trajetória do artista em um percurso tanto cronológico quanto temático
Véronique Wiesinger
Curadora
Visitei a exposição e fiquei encantada com a obra deste artista impar. A forma de expressar em sua obra aquilo que via e seus questionamentos acerca do mundo é uma verdadeira porta aberta a reflexão. Em sua escultura podemos perceber o movimento dos corpos e em sua pintura, a expressão das marcas do tempo no rosto retratado, dando vida ao desenho estático.
A exposição vai até o dia 17 de junho de 2012, na Pinacoteca do Estado de São Paulo.
Endereço: Praça da Luz, 2 - Luz
Visitei a exposição e fiquei encantada com a obra deste artista impar. A forma de expressar em sua obra aquilo que via e seus questionamentos acerca do mundo é uma verdadeira porta aberta a reflexão. Em sua escultura podemos perceber o movimento dos corpos e em sua pintura, a expressão das marcas do tempo no rosto retratado, dando vida ao desenho estático.
Além disso, o artista manteve contato com Sartre, filósofo existencialista que escreveu dois ensaios sobre a arte de Giacometti, que tratam da questão da percepção.
quarta-feira, 30 de maio de 2012
Um pouco sobre a história da Psicologia
Compartilho com vocês o texto que eu escrevi para o meu site do Espaço Cuidar.
Procurei trazer um panorama geral sobre o contexto no qual a Psicologia surgiu, levantando os principais aspectos que contribuíram para o conhecimento que temos hoje.
Comentários e dúvidas são sempre muito bem vindos!
Vamos ao texto:
Procurei trazer um panorama geral sobre o contexto no qual a Psicologia surgiu, levantando os principais aspectos que contribuíram para o conhecimento que temos hoje.
Comentários e dúvidas são sempre muito bem vindos!
Vamos ao texto:
O objetivo deste texto é refazer, ainda que por vezes através de atalhos, o longo caminho percorrido pelo pensamento humano, na direção da compreensão deste infinito objeto de estudo que é o homem. E como todo caminho, neste também iremos nos deparar com convergências, mãos duplas e obstáculos que poderão nos fazer retornar ou poderão nos oferecer a instigante opção do avanço. Nesse caminhar encontraremos marcos históricos, espaços, datas e personagens importantes.
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