Laços fazem referência a possibilidades afetivas da vida – os laços que podemos criar quando nos unimos a alguém.
Os nós, o sofrimento revelado nos conflitos relacionais.
Por serem mutantes, móveis e flexíveis, os laços podem ser desfeitos, são delicados, unem e sustentam, mas não sufocam, confundem ou aprisionam.
Já os nós, frutos de confusão, pressa, aperto, mistura, nunca sabemos onde estão suas pontas, nos provocam angústia e sofrimento, paralisam e impedem a liberdade.
Laços unem o que estava separado, criando beleza, harmonia, leveza. Laços estão para além das fitas que os compõem. Não é à toa que os usamos em presentes, nos cabelos e para guardar algo importante com delicadeza. Eles encantam e provocam surpresa.
Ao criarmos laços, não perdemos a nossa identidade, ao contrário, criamos uma nova forma com base no encontro com outra pessoa. Já os nós são sofrimentos que revelam laços ausentes, saudades do futuro, esperança.
Nós tratados com paciência e delicadeza podem ser desembaraçados e transformados nos laços de amanhã.
Beatriz Helena Paranhos Cardella


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